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Humanize seu negócio e gere resultados superiores ao mercado

Por Thomas Eckschmidt

Colaboração Eduardo Mesquita


O Capitalismo Consciente é uma linha de pensamento – orientada por quatro pilares e um número ilimitado de boas práticas – fundamentada na ideia de que negócios não se limitam apenas a geração de lucro. É uma filosofia de negócio constituída sobre a o conceito amplamente difundido de que os indivíduos aspiram por mais – por um propósito, pelo seu desenvolvimento e pela sua realização.


A noção do lucro é levada em consideração pelo capitalismo consciente – afinal, nenhuma empresa tem condições de existir sem ganhar dinheiro. Ao contrário, o capitalismo consciente nos mostra novos caminhos para a geração de resultados financeiros. Ele dá ênfase a valores como confiança, empatia e trabalho em equipe. A filosofia prega que as companhias são boas, porque elas potencializam o esforço individual das pessoas, proporcionando a elas a possibilidade de buscar prosperidade.


Os quatro pilares básicos do capitalismo consciente oferecem uma linha mestra para implementação desta abordagem distinta para se desenvolver e conduzir um negócio. São eles: propósito evolutivo, integração de stakeholders, liderança servidora e cultura responsável. Falaremos em mais detalhes sobre cada um deles abaixo:


Propósito Evolutivo: Na publicação de Simon Sinek, Por que? "Como motivar as pessoas e equipes a agir", todas as organizações seguir um propósito evolutivo que vá além de gerar lucro. O propósito da empresa é o impacto que ela quer gerar no mundo.


Agindo alinhada ao seu propósito evolutivo a companhia se torna uma fonte de inspiração, envolvimento e energia para os seu stakeholders. O retorno financeiro não deve ser o principal objetivo, mas continua sendo muito importante para o funcionamento do negócio. Sem ele não há como se alcançar o propósito. A empresa não existe apenas gerar lucro, mas também busca criar diversos tipos de valor para seus públicos de interesse (stakeholders). Quando trabalha-se apenas para gerar lucro, estamos olhando somente para um desses stakeholders, o acionista.


Integração Stakeholders: Tomando-se consciência da interdependência que existente entre a vida e os componentes humanos das organizações, uma empresa precisa propositalmente gerar favor com e para os seus os seus stakeholders (consumidores, colaboradores, meio ambiente, acionistas - em alguns caso famílias - e assim por diante)



Temos que trabalhar para alterar o raciocínio do perde-ganha e buscar sinergias, para que todo o ecossistema da organização ganhe ao mesmo tempo. A partir daí cria-se uma nova dinâmica de ganha-ganha-ganha.


José Luiz Tejon escreve sobre a cooperação e a conciliação para superarmos momentos de crise.



Texto continua após a ilustração


Liderança Servidora: Líderes servidores são aqueles que vão além do interesse próprio, eles são movidos pelo propósito da organização e por servir às pessoas. Eles trabalham como mentores e engajam auxiliam o desenvolvimento de pessoas. Uma organização que motiva e atrai seus executivos somente pelo dinheiro terá um líder que terá pouca capacidade de inspirar seus subordinados, por ele estar condicionado à esta lógica de motivação em troca de uma recompensa financeira. Ele dificilmente inspirará um alto nível de performance e criatividade.


Fabiana Camera nos conta um pouco mais sobre o que é criar valor da perspectiva de um líder consciente.


Cultura Responsável: Grande parte das organizações funciona sob medo e elevados níveis de estresse. Leia texto CURA empresarial de Fred Alecrim. Empresas que agem de acordo com Capitalismo Consciente estimulam intencionalmente uma cultura organizacional de confiança, empatia e autenticidade.


Nesse contexto de criação de culturas corporativas mais conscientes não podemos deixar de citar a inclusão racial nas empresa e na sociedade.


A ideia do Capitalismo Consciente foi criada já há algum tempo, mas foi amplamente divulgada pelo CEO e cofundador do Whole Foods Market, John Mackey. Atualmente um movimento mundial, a instituição responsável por espalhar o Capitalismo Consciente se desenvolve à passos largos desde a sua fundação em 2008, com representações (chapters) em aproximadamente trinta cidades americanas e em treze países pelo mundo. A teoria tem encontrado grande receptividade em diferentes culturas e modelos econômicos, por falar diretamente com a forma com que o indivíduo deseja viver e se relacionar com o trabalho atualmente (Veja o TEDx de Du Migliano, sócio fundador da 99Jobs). O Capitalismo Consciente coloca no centro dos negócios o desenvolvimento do ser humano.


A filosofia consiste, resumidamente, em colocar em evidência as potencialidades individuais de cada um e em transformá-las em benefícios para todos as pessoas que interagem de alguma forma com a organização. Empresas que oferecem condições para que seus colaboradores expressem suas aptidões terão os times com melhores performances.